janeiro 16, 2011

O Hábito de Orar Em Todo Tempo

"Orai sem cessar" (1 Tessalonicenses 5:17).

Ao ser perguntado a respeito de orar sem cessar, Stonewall Jackson respondeu:
"Eu nunca levo um copo de água aos lábios sem pedir a bênção de Deus nem envio uma carta sem por uma palavra de oração debaixo do selo, nem pego uma carta do Correio sem elevar meu pensamento ao céu, nem troco de classes sem um minuto de oração pelos novos alunos que estão
chegando."
"Você, às vezes, não esquece de fazer isto?"
"Eu posso lhe dizer que raramente isso acontece. Tornou-se tão habitual quanto respirar."

Temos tido o cuidado de colocar nossas vidas e todas as circunstâncias que a envolvem, diante de Deus em oração?
Temos buscado aprovação do Senhor em todas as decisões que precisamos tomar?
Temos sabido esperar a resposta de Deus quando lhe fazemos alguma petição?

Muitas vezes embrenhamo-nos em aventuras perigosas, achando serem elas a realização de nossos ideais e a concretização de tudo quanto ansiamos por longos anos.
Ao menor sinal de um possível sucesso, saímos com a "cara e a coragem" em direção ao porto desejado, sem a orientação do Senhor e sem a certeza de que realmente é o melhor para nós.
Em geral, quando tomamos iniciativas sem a prudência que o cristão deve ter, o resultado é frustrante e, muitas vezes, desesperador.
Quando tomamos em nossas mãos, em oração, a bússola da bênção do Senhor, temos a certeza de que não erraremos o caminho e que, ao final, encontraremos a vitória tão almejada.
Você costuma orar e pedir a bênção do Senhor em tudo que faz?


Pr. Paulo Roberto Barbosa,

do site - Escuro Iluminado
: http://intervox.nce.ufrj.br/~tprobert/index.html

janeiro 06, 2011

Esperar a Promessa

Atos dos Apóstolos 1:4 - E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.

Uma palavra encantadora neste versículo é "esperar a promessa" (Sl 40).
Tenho a certeza de que Jesus sabe o quanto somos apressados.
Mas o Mestre precisava ensinar os apóstolos a depender dEle, e jamais aceitar a tentação de depender da sabedoria humana ou da experiência.

Após o Salvador voltar aos céus (At 1.9), seus discípulos aguardaram por dez longos dias, orando e se mantendo unidos em comunhão (At 1.14), até que o Espírito Santo os enchesse de poder espiritual (At 2.1-4).

Neste período, eles não pregaram o evangelho e não operaram nenhum sinal.

Esta é a regra do Novo Testamento.

Precisamos nos ocupar na oração até recebermos capacitação para efetuarmos cada tarefa que Deus nos confiar (1 Ts 5.17).
Não aceite fazer nada para Jesus que não seja preparado com intensa oração. Quem ora trabalha menos, e melhor, sem se esquecer que sem Cristo, nada podemos fazer (Jo 15.5).

Deus te abençoe!


Pastor Sérgio Fernandes

http://devocionais.amoremcristo.com/devocionais_texto.asp?id=1384&aecsite=1

dezembro 16, 2010

Bençãos de Deus

Como sempre acontece comigo (e com muita gente) no mes de dezembro, paro para pensar nos planos que fiz para o ano, no que realmente foi feito desses planos, e como não podia deixar de ser, penso nas bençãos que o Senhor derramou em minha vida.
Confesso que sou uma filha ingrata!
Ao invés de agradecer pelas bençãos que recebi (foram tantas, mesmo eu não merecendo), fiquei remoendo as bençãos que o Senhor me prometeu e não liberou.
Aí, ontem, ao chegar na reunião da minha célula (Casa Verde), um pouco atrasadinha, boto meus pés pra dentro e levo o maior CAJADÃO.
Sem brincadeira, foi UM SENHOR CAJADO!
Foi tão forte que nem me lembro qual foi a palavra depois.
E o pior, estou escrevendo a voces, porque além de ter levado o cajado, o Senhor, em sua grande sabedoria, ficou desde ontem me pressionando para compartilhar minha vergonha com os irmãos.
Fala sério...
Enfim, Ele manda e eu obedeço.
Talvez alguém aí lendo esteja precisando também, ou não.
Ou talvez Deus apenas quer que eu mostre humildade...
Bem, vamos ao que interessa.
Cheguei na célula e o Alan (nosso lider) estava orando.
E na oração ele falava do tempo de Deus, que é diferente do nosso, ou melhor, que para Deus não existe tempo. Ele é o ontem, o hoje, o sempre.
E falou sobre nossos pensamentos de fim de ano, e sobre as bençãos que não recebemos.
Aí chega o cajado:
Eu estava com os olhos fechados, mas senti os olhos dele, de Deus, de Jesus, do Espírito Santo... todos cravados em mim, quando disse que reclamamos que não recebemos a benção, mas quantas vezes oramos, pedimos, fizemos jejum, enfim, fizemos por merecer?
Nossa... eu até que andei dando uma oradinha (enquanto estava subindo as escadas do meu condominio, na hora de me deitar, no onibus, metro, na igreja), ou seja, não me derramei, não me dediquei ao Senhor, apenas achei um tempinho entre uma atividade e outra.
Claro que participei do Jejum da igreja, com orações, mas aquele não valeu, foi para outro propósito.
Na verdade, nem pensei que o Senhor esperasse que eu me dedicasse, falasse com Ele diretamente.
Achava que como Ele sabia do que eu precisava, como Ele já havia prometido, já estava tudo combinado.
Até meu pior PECADINHO, o mais recorrente, (sabe aquele que voce comete sempre e acha que por ser pequenininho não vai dar nada?), fui abrir mão dele mes passado, quando teve a pregação sobre o tabernáculo, ou seja, aos 44 minutos do segundo tempo.
E tive a coragem de reclamar que a benção que me foi prometida para esse ano não veio.
Claro, não mereci.
Espero que neste ano que vai começar, ou a partir de agora mesmo, eu comece a fazer por merecer e não fique achando que tenho motivos para ficar murmurando pelos cantos.
E voce?

setembro 22, 2010

Como Experimentamos o Amor de Deus no Coração?

Experimentar o amor de Deus, e não apenas pensar sobre este amor, é algo que devemos desejar com todo o coração. É uma experiência de grande alegria porque nela provamos a própria realidade de Deus e de seu amor. É o fundamento de profunda e maravilhosa segurança — a segurança de que nossa esperança “não confunde” (Rm 5.5). Esta segurança nos ajuda a nos gloriarmos “na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2); e nos conduz através das intensas provas de nossa fé.

Esta experiência do amor de Deus é a mesma para todos os crentes? Não. Se todos os crentes tivessem a mesma experiência do amor de Deus, Paulo não teria orado em favor dos crentes de Éfeso: “A fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.18,19). Ele pediu isto porque alguns (ou todos!) eram deficientes em sua experiência do amor de Deus, em Cristo. E podemos supor que não somos todos deficientes na mesma medida em que o eram os crentes de Éfeso.

Como podemos alcançar a plenitude da experiência do amor de Deus, derramado em nosso coração pelo Espírito Santo? Uma das chaves para isso é compreendermos que esta experiência não é semelhante à hipnose, ao choque elétrico, às alucinações induzidas por drogas ou uma boa medida de calafrios. Pelo contrário, tal experiência é mediada pelo conhecimento. Não é o mesmo que conhecimento, mas vem por meio deste. Expressando-o de outra maneira, esta experiência do amor de Deus é obra do Espírito Santo dando-nos gozo indizível em resposta às percepções da mente a respeito da manifestação desse amor na pessoa de Jesus Cristo. Deste modo, Cristo recebe a glória pelo gozo que desfrutamos. É um gozo naquilo que vemos nEle.

Onde você pode ver isto nas Escrituras? Considere 1 Pedro 1.8: “A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”. Aqui temos uma experiência de grande e indescritível gozo — um gozo além de quaisquer palavras. Não se fundamenta em uma visão física de Cristo. Está fundamentada em crer em Cristo. Ele é o foco e o conteúdo da mente neste gozo indescritível.

De fato, 1 Pedro 1.6 afirma que o gozo, em si mesmo, está “na” verdade que Pedro está declarando sobre a pessoa de Cristo — “
Nisso exultais”. Ao que se refere o termo “isso”? À verdade de que:

1) em sua grande misericórdia, Deus “nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (v. 3);

2) obteremos “uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível” (v. 4); e

3) somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (v. 5). Em tudo
isso, exultamos “com alegria indizível e cheia de glória” (v. 8).

Sabemos algumas verdades. E nos regozijamos
nisso
! A experiência de uma alegria indizível é uma experiência mediada. Ela vem por intermédio do conhecimento de Cristo e de sua obra. Tal experiência possui um conteúdo.

Considere também Gálatas 3.5: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” Sabemos, com base em Romanos 5.5, que a experiência do amor de Deus acontece por meio do “Espírito Santo, que nos foi outorgado”. Mas Gálatas 3.5 nos diz que a concessão do Espírito tem conteúdo. Ela se realiza por meio da “
pregação da fé”. Há duas coisas: a pregação e a fé. Existe a pregação da verdade a respeito de Cristo e a fé nessa verdade. É desta maneira que o Espírito é concedido. Ele vem por meio de conhecer e crer
. A obra dEle é uma obra mediada. Tem conteúdo mental. Acautele-se de buscar o Espírito com esvaziamento de sua mente.

De modo semelhante, Romanos 15.13 afirma que o Deus da esperança nos enche com alegria e paz, “no crer”. E o crer tem conteúdo. O amor de Deus é experimentado em conhecermos e crermos em Cristo, porque Romanos 8.39 diz que o amor de Deus “está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Nada poderá “separar-nos do amor de Deus, que está
em Cristo Jesus
, nosso Senhor”.

Portanto, faça quatro coisas: olhe, ore, renuncie e desfrute.

1. Olhe para Jesus. Considere a Jesus Cristo. Medite na glória e na obra dEle, não de modo casual, e sim intencional. Pense sobre as promessas que Ele fez e assegurou por meio de sua morte e ressurreição.

2.
Ore para que Deus abra seus olhos
, a fim de contemplarem as maravilhas do amor dEle nestas coisas.

3.
Renuncie todas as atitudes e comportamentos
que contradizem esta demonstração do amor de Cristo por você.

4.
Desfrute a experiência do amor de Deus derramado em seu coração, pelo Espírito Santo.



Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: ©
Editora FIEL 2009.
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