
fevereiro 14, 2010
A imposição de limites a si mesmo é o caminho para o centro da vontade de Deus

Não quero mais ser evangélico
Não estou brincando! A indignação toma conta de meu ser, pois não dá mais. Evangélico no Brasil virou sinônimo de movimento financeiro religioso, algo meio sem ética – ou totalmente se preferir – em que se rouba e depois ora pedindo perdão a Deus.
O “mensalão” de Brasília revela não apenas o que há de pior na política brasileira, mas algo cheira mal na fé evangélica também (ou plagiando o filme, “Fé de mais não cheira bem”).
Como é possível alguém orar e dizer que o “financiador” é uma bênção para a cidade?
A verdade é que hoje a cristandade está com a síndrome de Geazi, servo do profeta Eliseu (2Reis 5:20-27).
Correndo atrás dos tesouros de Naamã, a cristandade gananciosa (2Reis 5:20) mente e camufla situações para justificar seus pecados (2Reis 5:22); pior, esconde o pecado (2Reis 5:24), mostrando a hipocrisia em que vivem (2Reis 5:25).
Desta vez foi a gota d’água, ver um pastor, que é deputado distrital – o que já é incoerente, pois ou é pastor ou deputado – e o presidente da Câmara, orando e pedindo a Deus pelo gestor dasfraudes, chamando-o de “instrumento de bênção para nossas vidas e para a cidade”.
Para a cidade de Brasília eu não sei, mas parece que o gestor financeiro do mensalão foi uma “bênção” para outros.
Não é apenas isso (ou tudo isso), mas a Igreja Evangélica no Brasil virou um monstrengo, uma colcha de retalhos, que mistura “alhos com bugalhos”, Bíblia com água e óleo ungido.
Os pastores deixaram de ser homens de reconhecida piedade para serem executivos da fé; jogaram no lixo a orientação de Paulo para serem ministros de Cristo, que se ocupassem da leitura da Escritura, “à exortação e ao ensino” (1Timóteo 4:12,13), para serem ministros de simesmo, onde a “escritura” agora é auto-ajuda, e a exortação e o ensino viraram barganha de promessas.
Não me escandalizo mais, pois o que sinto é uma revolta contra aqueles que “seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro se lançaram no erro de Balaão...” (Judas 11).
Por isso não me chamem de “evangélico”, pois este termo implicava numa atitude baseada no Evangelho de Cristo. Mas hoje isso virou um termo jocoso e maldoso.
Não quero mais compactuar com pastores que vendem e compram igrejas (isso mesmo!) como se fossem propriedades privadas, investimentos financeiros lucrosos.
Não quero mais saber deste evangelicalismo sem ética, sem doutrina e que está mandando milhares para o inferno.
Chega deste evangelho de faz-de-conta, em que Jesus é apresentado como um “amigão”, mas nunca como Senhor.
Chega deste “evangelho” sem cruz, sem vergonha e mentiroso. Com certeza, Pedro está certo quando afirma pelo Espírito Santo: “... Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia... enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos. Eles se desviaram, deixando o caminho reto e seguindo o caminho de Balaão, filho deBeor, que amou o prêmio da injustiça” (2Pedro 2:13-15).
E agora? Onde estão os apóstolos que pedem dinheiro e se envolvem com as maracutaias religiosas?
Onde estão aqueles que oram pelo dinheiro sujo e pedem em nome de Deus que os abençoe?
Onde estão aqueles que vendem igrejas com membros e tudo mais? Que pedem “trízimo” (não estou brincando), ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo?
Onde estão os profetas com suas “profetadas” e palavras “ungidas”?
Onde está a Igreja que diz proclamar em alta voz que o Brasil é do Senhor Jesus?
Ouçamos Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz e luz em trevas, e ao amargo em doce, e o doce em amargo!... Por isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e o SENHOR estendeu a mão contra ele e o feriu...” (Isaías 5:20,25a).
Aqui não é um julgamento. Que ninguém me venha com a falácia de “Não julgueis para não serdes julgados”, pois isso é um simplismo de que se aproveitam muitos daqueles que são desonestos e usam a Bíblia para justificar suas ações.
Diante da injustiça não podemos nos calar, seja ela de um evangélico ou não.
Não me chamem de evangélico, pois não quero este evangelho mercadológico.
Quero apenas ser cristão, quero apenas seguir a Cristo e viver para Ele.
O autor, Gilson Souto Maior Junior, é pastor sênior da Igreja Batista do Estoril e professor de Antigo Testamento e Hebraico da Faculdade Teológica Batista de Bauru - Fateo
Postado in: http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=1418
fevereiro 06, 2010
Carnaval: Festa da carne ou dos espíritos?
“Nada sabem os que carregam o lenho das suas imagens de escultura, e fazem súplicas a um deus que não pode salvar” - Isaías 45:20
Observando-se as festas do carnaval através dos anos, fica claro que a influência religiosa é muito grande.
A festa mais popular do Brasil é dominada pelo misticismo, e tornou-se uma festa religiosa onde os sambas enredo, em sua grande maioria, glorificam os deuses pagãos, entidades e orixás, que como sabemos nada mais são do que espíritos de demônios.
São eles que, na verdade, comandam a “festa”; a carne somente não conseguiria produzir tanto estrago.
A bíblia nos mostra que há quatro influências principais sobre a vida do homem: Deus, o mundo, a carne e o diabo.
Em se tratando de Deus deve haver exclusividade.
Não é possível que o seu controle seja compartilhado com a carne, o mundo ou com o diabo.
Quando, porém, as outras fontes dirigem a vida da pessoa elas se misturam e se confundem; fica difícil identificar onde começa uma e termina a outra.
Elas agem em conjunto tornando a vida um círculo vicioso que só pode ser quebrado pela interferência sobrenatural do Espírito Santo de Deus.
“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo” I João 2:16.
O carnaval que era para ser uma festa popular, eminentemente folclórica, foi absorvendo toda a influência das religiões africanas, terminando por se apresentar hoje como uma verdadeira procissão religiosa, onde não apenas as imagens de escultura são carregadas, mas várias entidades e orixás são louvados e apresentados como aqueles que dirigem a vida das pessoas, sujeitando-as a todo tipo de caprichos.
Há alguns anos, ao observar os sambas enredo das escolas de samba publicados nos jornais verificamos que aproximadamente 80% deles faziam referência direta aos orixás, à umbanda ou aos deuses das religiões do baixo espiritismo.
Os dias de carnaval são dias onde até as pessoas mais ponderadas baixam a guarda e dão vazão aos anseios da carne, permitindo uma atuação mais livre por parte de Satanás.
Os espíritos malignos tem mais liberdade de agir pois são convidados de honra, são louvados e exaltados nas avenidas e passarelas.
A luta das regiões celestes conforme descrita por Paulo fica mais perto das pessoas:
“Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” – Efésios 6:12.
A época do carnaval deve ser não apenas um tempo para se resguardar dessa malignidade, mas também de interceder e buscar estratégias de Deus para levar a sua Palavra e o seu poder aos que estão escravizados pelo diabo.
Oswaldo Chirov chirov@uol.com.br

